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De acordo com cientistas da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, altos níveis de estresse podem aumentar em até duas vezes o risco de infertilidade em mulheres. Eles descobriram que mulheres que sofrem muita tensão têm apenas metade das chances de conceber um filho dentro de um ano. 

Os resultados do estudo, pesquisado desde 2010, foram publicados online na revista Human Reproduction. Esta foi a primeira análise que aponta tensões emocionais e mentais como causa direta a infertilidade — problema clinicamente definido como a incapacidade de conceber um filho após de 12 meses de tentativas.

Os pesquisadores acompanharam 501 mulheres com idades entre 18 e 54 anos por um ano e mediram os seus níveis de alfa-amilase, um indicador de estresse que pode ser medido pela saliva. Cada participante realizou um teste de saliva no início do trabalho e outro após o começo do primeiro ciclo menstrual.

As mulheres que apresentavam quantidade elevada da substância eram 29% menos suscetíveis à engravidar a cada mês do que aquelas com níveis baixos. Depois de um ano de tentativa, elas se tornaram duas vezes mais propensas a não conceber a gravidez, o suficiente para que sejam classificadas como inférteis.

Segundo o professor da Universidade de Ohio, Courtney Denning-Johnson Lynch, os resultados da pesquisa devem incentivar as mulheres que enfrentam dificuldade em engravidar a gerir seu estresse por meio de técnicas como ioga, meditação ou uma simples caminhada. Ao mesmo tempo, afirmou que os casais não devem culpar a si mesmos se estiverem enfrentando problemas de fertilidade, pois o estresse não é o único e nem o mais importante fator envolvido na capacidade de engravidar.

Fonte: Zero Hora